quarta-feira, 22 de julho de 2015

SEPARAÇÃO













Não sei se te foste
Ou partiste sem ter chegado
Ou se te perdeste no tempo
Das horas infindas que esperaste
Já não te vejo
Nem sequer sinto teu cheiro
As lembranças se apagam
Teu vulto desaparece
Varrido pelas areias do tempo
Prossigo levada pela brisa da existência
Sem paradas, sem pensamentos
A visão se turva e apaga teus passos
És alguém que só passou pelo meu caminho
Pó leve de uma lembrança distante
De amanheceres de sol radiante...
                                    MariaLuizaSilva



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O BRILHO DO TEU OLHAR













O doce brilho do teu olhar
Traz o sonho, a esperança...
A flor que desabrocha,
A paixão que embriaga
A alma pura e despida
E expõe os sentimentos vividos
Fala dos amores tidos
Das paixões perdidas e
Das lágrimas derramadas
Conta à ternura que respira
Convida ao amor que carregas
 No doce brilho do teu olhar
Acende as chamas eternas
Encanta com ardor
Veste de Alegria
A nova possibilidade de uma paixão
Aos olhos que cruzam
O doce brilho do teu olhar.
                                          
                                                 MariaLuizaSilva



A CIDADE DOS MORTOS




















Quem vagueia
Entre vielas e ruas estreitas
De um cemitério qualquer
Espreita as sepulturas
Inebria-se no perfume das flores
Acaricia as ruidosas coroas
Lê lápides com se um livro fosse
Pensativo busca nos nomes e datas
Mistérios perdidos no tempo
Histórias, romances e dores.
Figura calada que cumprimenta ao aceno de cabeça
Aquele que vaguei no silêncio
A cada tumba vê e sente
A vida vivida por poeira de ossos e tecidos
Foram sonhos interrompidos
Vidas que um dia existiram
Em exuberantes trajetos
Restos de pó que ao vento se vai
Aquele que vagueia em busca de segredos
E viaja a cidade dos mortos
Sente a tranquilidade das sombras e o toque da morte
No perfume das flores e nos ruídos do silencio...
                                                                             
                                                             MariaLuizaSilva


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

2014 foi um grande ano

















Foi o ano do inesperado, do imprevisível...
Das portas que se fecharam, dos castelos que ruíram
O ano do inexorável, da indefinição,
Dos sonhos não realizados, das vidas perdidas 
2014 colocou um pouco de realidade na vida de cada um
As tempestades destruíram a seca desertificou
A metrópole fico sedenta o Cantareira calou
Rio Branco transbordou e a Amazônia gritou
Os rios gritaram, transbordaram e secaram
Ninguém os cuidou.
2014 o ano que ninguém quis viver, mas viveu...
Respirou e aprendeu
O Ano do desencanto e do encanto
Da cor e da palidez social, da inércia política
Da mudança que não veio, da realidade crua.
2014 um ano de perdas e ganhos
Um ano de aprendizado e frustrações,
O ano que termina com um povo falando de política na rua
Desajeitado, medroso, mas sabendo dizer “LADRÃO”
Sentiremos saudades e pensaremos por que...
 “poderíamos ter feito diferente”?...
Para sempre ficará com nos o ano de 2014...
Ano capenga meio desajeitado
Facultativo para muitos
De trabalho para vários
De furtos para todos
Adeus 2014 e obrigado por deixar uma ideia nova.
Grata pelas verdades que derramaste em nossas vidas...

                                           MariaLuizaSilva



quinta-feira, 1 de maio de 2014















Quero te mostrar quem sou despida de expressões, desnuda de sentimentos.
Sou trapos que vês e percebes, sou as linhas do teu pensamento.
Visões de sonhos imaginários translúcidos na memória do homem que habitas.
Sou o teu pensamento a imagem que convives, as cores que vês a vida que enxergas.
Sou tua imagem que se reflete no espelho da vida.